Criptorquidia (testículo não descido) em Curitiba
Avaliação precisa para diagnóstico do testículo fora do escroto e indicação da cirurgia no tempo certo (entre 6 e 12 meses), preservando a saúde reprodutiva e hormonal do menino.
O que é o testículo não descido (criptorquidia)?
Durante o desenvolvimento do bebê na barriga da mãe, os testículos se formam dentro do abdômen e descem gradualmente até o escroto antes do nascimento.
A criptorquidia ocorre quando um ou ambos os testículos não completam essa descida, ficando retidos na região da virilha (canal inguinal) ou dentro do abdômen.
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Como os pais percebem
Geralmente, é notado pelos pais durante a troca de fraldas ou o banho, ao perceberem que um dos lados do escroto parece "vazio" ou menor que o outro.

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Testículo retrátil
Existe uma condição chamada "testículo retrátil", em que o testículo já desceu, mas sobe temporariamente devido a um reflexo muscular exagerado (quando a criança sente frio ou medo). O exame clínico com o cirurgião pediátrico faz a distinção precisa entre o testículo retrátil e a verdadeira criptorquidia.
A importância da cirurgia precoce: o momento ideal de operar
Nos primeiros meses de vida, o testículo ainda pode descer espontaneamente. No entanto, se isso não ocorrer até os 6 meses, a descida espontânea torna-se muito improvável.
De acordo com a literatura médica e as diretrizes internacionais atuais, a cirurgia corretiva (orquidopexia) deve ser realizada precocemente, idealmente entre os 6 e 12 meses de vida (e no máximo até os 18 meses).
Por que não devemos adiar a cirurgia?
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Preservação da fertilidade
A temperatura dentro do abdômen ou da virilha é mais alta do que no escroto. Essa temperatura elevada prejudica as células produtoras de espermatozoides a partir do primeiro ano de vida.
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Saúde hormonal
Garante o desenvolvimento adequado da produção de testosterona.
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Prevenção e vigilância
O testículo bem posicionado facilita o autoexame no futuro e reduz riscos de complicações, como a torção testicular e neoplasias.
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Correção de hérnia associada
A grande maioria dos casos de criptorquidia possui uma hérnia ou canal aberto associado, que é corrigido no mesmo procedimento.
Cirurgia segura, delicada e em regime de hospital-dia
A cirurgia de reposicionamento testicular (orquidopexia) é um procedimento minucioso realizado com frequência e total segurança na cirurgia pediátrica:
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Técnica cirúrgica
Realiza-se a liberação cuidadosa dos vasos sanguíneos e do canal do testículo, fixando-o de forma estável e segura dentro do escroto.
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Incisões mínimas
Feitas nas dobras naturais da virilha e no escroto, resultando em cicatrizes muito discretas que tendem a desaparecer com o tempo.
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Anestesia pediátrica segura
Conduzida por anestesiologistas pediátricos com anestesia geral associada a bloqueio local, garantindo que o bebê durma tranquilamente e não sinta dor.
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Alta no mesmo dia
Procedimento em regime de hospital-dia, permitindo que a criança retorne para casa poucas horas após o procedimento.
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Pontos absorvíveis
Não há necessidade de retirar pontos.
Cuidados no pós-operatório e recuperação
Os bebês e crianças pequenas se recuperam muito bem da orquidopexia:
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Controle da dor
Analgésicos comuns receitados na consulta garantem conforto completo nos primeiros dias.
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Higiene e fraldas
Trocas de fraldas normais e higienização suave com água e sabonete neutro.
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Repouso relativo
Evitar brinquedos de montar (como cavalinhos, motocas e bicicletas) e atividades de impacto por cerca de 2 semanas para proteger a área operada.
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Acompanhamento pós-operatório
Consultas de revisão para acompanhar a cicatrização e certificar que o testículo permanece bem fixado no escroto.
Dúvidas frequentes sobre criptorquidia
O testículo pode descer espontaneamente até por volta dos 6 meses de vida. Se até essa idade o testículo não estiver no escroto, a descida espontânea é improvável e a avaliação com a cirurgiã pediátrica é indispensável para programar a cirurgia entre 6 e 12 meses.
Na maioria das vezes, o diagnóstico é puramente clínico, feito pelo exame físico detalhado no consultório. O ultrassom tem valor limitado se o testículo for facilmente palpável na virilha, sendo o exame físico a melhor ferramenta diagnóstica.
Pelo contrário: a cirurgia precoce (feita entre 6 e 12 meses) tem como objetivo principal justamente proteger e preservar a fertilidade e a produção hormonal futura do menino, retirando o testículo do ambiente aquecido da virilha e do abdômen.
Seguimos protocolos seguros de anestesia infantil: líquidos claros (água e chá) até 2 horas antes; leite materno até 4 horas antes; fórmula infantil até 6 horas antes; e sólidos até 6 a 8 horas antes do procedimento.
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